Archives 2022

Regulador do Reino Unido proíbe propaganda de corretora de criptoativos

A Autoridade de Padrões de Publicidade do Reino Unido (ASA, na sigla em inglês) proibiu a veiculação de um anúncio feito pela corretora de criptoativos Crypto.com no Facebook. A exchange foi acusada de ter produzido um material enganoso, violando as regras estabelecidas pela agência reguladora.

De acordo com um comunicado divulgado pela agência nesta quarta-feira, 21, o anúncio pago foi lançado no Facebook em julho de 2022, divulgando que era possível mintar, colecionar e negociar tokens não fungíveis (NFTs, na sigla em inglês) na exchange, junto com um passo a passo para comprar esses criptoativos.

O JEITO FÁCIL E SEGURO DE INVESTIR EM CRYPTO. Na Mynt você negocia em poucos cliques e com a segurança de uma empresa BTG Pactual. Compre as maiores cryptos do mundo em minutos direto pelo app. Clique aqui para abrir sua conta gratuita.
Para a ASA, a propaganda violou as regras da agência pois "falhou em ilustrar o risco de investir em NFTs" e "não deixou claro que taxas seriam aplicadas" no processo de venda desses tokens.

Questionada pela reguladora, a Crypto.com disse que não acrediava que os NFTs disponíveis em sua plataforma, que incluem trabalhos de artistas e colecionáveis esportivos, teriam uma natureza de ativo financeiro, eliminando a necessidade de fazer esse alerta.Rolex replica watches,replica watches uk,fake watches uk.

"Eles reconheceram que o conselho online recente da ASA considerou os NFTs como criptoativos e sujeitos às regras financeiras do Código CAP. No entanto, seu anúncio é anterior à decisão e, portanto, disseram que não poderia ter cumprido isso no momento em que houve a divulgação, pois acreditavam que a orientação ainda não havia sido emitida", destacou a ASA.

Já sobre a cobrança de taxas, a Crypto.com disse que "o anúncio não se referia à capacidade de venda da plataforma e mencionava apenas a compra de NFTs, que não cobra taxa em nenhuma forma de pagamento. Portanto, a necessidade de mencionar taxas no anúncio não era relevante e qualquer qualificação só confundiria os consumidores".

Assine a EXAME e fique por dentro das principais notícias que afetam o seu bolso
A corretora de criptoativos disse ainda que o anúncio já não estava mais em circulação, mas a decisão da ASA não foi revertida. Segundo a agência, a regulação do Reino Unido exige que "as comunicações para investimentos deixaram claro que o valor dos investimentos e variável e, a menos que garantido, pode diminuir ou aumentar".

A agência afirmou ainda que, no seu entendimento, "NFTs são um criptoativo volátil, sujeito a mudanças frequentes e que pode levar a grandes perdas. Como o anúncio não incluía nenhum aviso de risco, alertando os consumidores de que o valor dos NFTs poderia cair ou subir, ou que eles eram um criptoativo não regulamentado, concluímos que o anúncio era enganoso".

A ASA também informou a Crypto.com que "sua publicidade deve deixar claro os riscos dos NFTs, afirmando que eles são um criptoativo não regulamentado e que seu valor pode diminuir ou aumentar. Eles também não devem omitir informações relevantes sobre taxas e cobranças em sua plataforma".

TEXTO: João Pedro Malar / REVISTA EXAME

Mercado espera por novas formas de monetizar com streaming, diz COO da DigitalReef

A decisão do Netflix de adotar um modelo de negócios baseado em publicidade é um passo importante na abertura de serviços de assinatura de streaming de vídeo sob demanda para anunciantes. O tema desperta o interesse de toda a indústria de publicidade digital e gera reflexões sobre o seu impacto, aponta Mark Yackanich, presidente e COO da DigitalReef, companhia que atua com oferta de publicidade via OTTs e TVs conectadas.

“De forma generalista, o mercado olha para como reter a atenção do usuário. Isso significa o tempo que a pessoa gasta em uma plataforma, ou seja, o foco dessa pessoa enquanto assiste. E os anunciantes [que têm o dinheiro] vão procurar por essa atenção da pessoa e oferecer publicidade, especialmente quando é de alta qualidade. E não existe melhor forma de reter a atenção que conteúdo de TV, longo, médio ou curto”, diz o executivo. “Não importa se é do lado da publicidade, plataforma de tecnologia, operadoras ou agência de publicidade, todos nós estamos olhando como capitalizar e monetizar com isso”, completa.

Yackanich conta que essa nova dinâmica ajudará a democratizar a forma como o conteúdo é produzido e como ele é disponibilizado para o consumidor. Por exemplo, o executivo lembra que, dez anos antes, uma produtora de médio ou pequeno porte tinha dificuldades para alcançar o mercado de TV tradicional (linear). Hoje, ela pode ser distribuída via apps.

“Esse novo mercado traz o melhor da TV em termos de conteúdo e alcance com o melhor do mundo digital – que é fazer auditoria, segmentação e medição de audiência. Tudo isso é o que as marcas e agências desejam. E quanto mais conteúdo nós pudermos trazer para esse ecossistema, melhor para a audiência, para as marcas e agências”, acredita Yackanich.

O COO da DigitalReef conta que o mais interessante nesta mudança de mercado – com a tecnologia chegando mais perto do comportamento do consumidor – é a alteração na cadeia tradicional de valor de “como o conteúdo é monetizado e distribuído”. Na visão do executivo, os produtores de conteúdo terão mais possibilidade de distribuir seus materiais em mais plataformas, como e-commerces.

“Todo mundo que agrega audiência pode agregar conteúdo. E pode monetizar com esse conteúdo. Isso pode ser feito com fabricantes de smartphones, operadoras ou um agregador de conteúdo (vMVPDs, como Roku e Google TV)”, diz o executivo que foi um dos criadores do Hulu e teve passagem recente pela NBC.

Lado do streaming

Por outro lado, Desiree Caterini, head de desenvolvimento de vendas na Rakuten Advertising, explica que marcas e empresas que aderem à publicidade no streaming precisam entender como “personalizar a comunicação” da sua audiência para “conversar com esse momento de lazer dos usuários” e trazer “o engajamento de marca”. Com uma plataforma própria de streaming em sua empresa, a Rakuten Viki, a executiva afirma que falta uma evangelização no mercado sobre o potencial do streaming. Ou seja, as agências de mídia e empresas veem o streaming como um canal dentro de seus planos de mídia.

“Quando falamos de plataforma SVOD (vídeo sob demanda com assinatura), a compra de mídia não é igual a compra de AVOD (vídeo sob demanda baseado em publicidade). Em SVOD precisa ser patrocínio (sponsorship) e é extremamente burocrático. No AVOD, o modelo é similar ao comercial da TV linear, a diferença é que você está dentro de um streaming e sabe quem é a audiência. Tem mais dados que o SVOD”, explica.

Caterini reconhece que o novo modelo de negócios da Netflix baseado em publicidade trouxe um fervor para o mercado, uma vez que a empresa é a líder no segmento de streaming. Porém, a executiva acredita que o novo modelo da Netflix ”não vai funcionar como uma plataforma de AVOD” para os anunciantes, pois o usuário é obrigado a pagar uma mensalidade, mais barata e condicionada à publicidade.

“A Netflix está fazendo um modelo diferente do que o AVOD oferece. O vídeo sob demanda baseado em publicidade oferece a monetização de inventário para marcas, porém atrelado a uma audiência extremamente qualificada que não está pagando uma mensalidade para consumir o conteúdo na plataforma”, prevê a especialista.

Caterini acredita ainda que o vídeo sob demanda baseado em publicidade (AVOD) e as plataformas de streaming grandes (como a própria Netflix, Disney+, HBO Max…) com mais apelo ao consumidor têm uma oportunidade de crescer. Isso ante a dinâmica da inflação global com muitas empresas perdendo assinantes e volume de horas gastas na plataforma.

Em uma pesquisa interna, a Rakuten descobriu que 25% das pessoas que são atingidas por publicidade no streaming estão mais inclinadas a comprar depois, na comparação com outros canais de mídia (como as redes sociais). Atualmente, a companhia tem 4,7 milhões de usuários ativos mensais (MAUs) não pagantes do Viki no Brasil, sendo o País a segunda região mais importante para a companhia no mundo.

Fornecedor

Para Christian Cores, vice-presidente sênior de vendas para a América Latina do IMS Group, o contexto no mercado foi agravado pela invasão da Rússia na Ucrânia, uma vez que grande parte das operações foram afetadas de algum modo, como a saída de empresas da Rússia (o caso da própria Netflix), além da inflação global.

Neste cenário, o IMS Group quer estreitar parcerias no setor de streaming e TV conectada para aumentar o seu inventário de mídia e ficar mais próximo do consumidor: “No próprio streaming e no VoD (vídeo sob demanda), há bastante espaço para crescimento. Ainda não temos um sucesso neste setor, mas tentaremos trazer mais marcas e parceiros”, diz.

“Estamos falando o tempo todo sobre parcerias. Já tentamos fazer ações com a Pluto TV (serviço gratuito da Paramount) e continuaremos tentando na região e nos outros 90 países em que atuamos”, completa. “Tudo o que reflete o comportamento do consumidor, precisamos fazer. Precisa estender as tecnologias, os serviços e as plataformas. Nos mercados emergentes, se a audiência está lá (no streaming), nós queremos estar juntos”, afirma.

TEXTO: Henrique Medeiros | FONTE: MOBILE TIME

Facebook ainda é a rede social mais visitada no Brasil

Dados foram coletados pela plataforma Semrush, especialista em compilar informações sobre a internet

Originalmente criado em 2004, o Facebook começou a ganhar repercussão no Brasil em meados de 2009. O aplicativo, até então desconhecido do grande público foi ganhando cada vez mais espaço entre os jovens e se tornou a principal rede social do mundo. No Brasil, segundo dados coletados pelo Jornal365 na plataforma Semrush, a plataforma ainda é a principal rede social do país.

Há que ache que o Facebook já está em desuso e que ninguém mais acessa a rede social criada por Mark Zuckerberg e que deu origem à empresa Meta. Mas é totalmente o oposto. Recentemente, uma pesquisa feita pela Statista mostrou que a rede é utilizada por 2,7 bilhões de pessoas ao redor do mundo.

Esse domínio também se estende ao Brasil, já que por aqui o Facebook é a rede social mais acessada na internet em 2022, segundo dados coletados pela plataforma Semrush. A rede aparece com 328 milhões de visualizações até o momento, na quarta colocação dos sites mais visitados da internet brasileira.

Se compararmos a outras redes sociais, o Facebook tem um ótimo retrospecto. Ele está à frente do Twitter, com 267 milhões de acessos, e do Instagram, com 247 milhões. Ou seja: apesar de ser renegado por parte do público, especialmente o mais jovem, o Facebook ainda têm importância nas redes brasileiras.

Aliás, na lista de sites mais acessados no Brasil, ele está atrás apenas Youtube, Google e Xvideos, um canal de conteúdo adulto.fake Watches UK,Rolex Day Date Replica Watches,replica watches australia.

Boa parte da sensação de que o Facebook perdeu espaço entre as redes sociais acontece por ser um reduto dos mais velhos. A plataforma foi criada por um jovem de 20 anos, mas, com o passar do tempo, a faixa etária mais nova foi buscando outras formas de interagir na internet.

Hoje, boa parte das curtidas do Facebook são de pessoas entre 35 e 44 anos, segundo segundo o estudo Digital 2022 Global Overview Report, da agência de marketing digital britânica We Are Social.

Para os jovens de 18 a 24 anos, a grande fonte de entretenimento, de acordo com o mesmo relatório, está no Tiktok. Essa faixa etária mais jovem corresponde a 44% do público que consome a plataforma de vídeos curtos e dancinhas.

A situação do Facebook e sua competição com outras redes sociais tem chamado a atenção de especialistas. Apesar de ser uma plataforma com muitos usuários e ter acessos constantes ao redor do mundo, há o temor de que a saída de usuários aumente nos próximos meses.

No último trimestre de 2021, pela primeira vez na história, perdeu usuários diários ativos, aqueles que se logam todos os dias na rede: foram 500 mil a menos, principalmente nas regiões da África, América Latina e Índia, caindo para 1,9 bilhão.

“Existe uma sensação de que a rede está envelhecendo, com o movimento de migração de usuários mais jovens para outras plataformas”, afirmou ao jornal Folha de S.Paulo a professora Fernanda Vicentini, especialista em estratégia de redes sociais da ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing).

Na mesma reportagem, Rafael Beraldi, diretor de marketing e novos negócios da agência Camelo Digital, afirmou que o Facebook ainda é a “principal forma de patrocínio via rede social, mas está ficando velho” e finalizou dizendo que “quem tem menos de 40 usa muito pouco o Facebook.” Qual será o futuro do Facebook?

Mais de mil marcas abriram novas lojas em shoppings do Brasil no segundo trimestre

Mais de mil marcas inauguraram novas lojas em shoppings brasileiros no segundo trimestre de 2022. É o que mostra um levantamento feito pela Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce).

No total, 1.193 marcas promoveram inaugurações no período. O resultado representa um crescimento de 23% na comparação com o mesmo período do ano passado, que contou com 969 marcas abertas nos empreendimentos. Sobre o 1° trimestre deste ano, a alta foi de 34%.

Este foi o terceiro melhor resultado da série histórica, ficando atrás apenas do registrado no terceiro e quarto trimestres de 2022, com 1.221 e 1.560 inaugurações, respectivamente, segundo a pesquisa “O varejo dos shoppings: marcas em expansão”.

Segmentos de destaque
Os segmentos que mais se destacaram em termos de expansão nos shoppings foram: alimentação e bebidas, ao reunir 26% das marcas; seguidos por vestuário (19%); calçados (6%); artigos para o lar, decoração e presentes (6%); serviços estéticos (4%); perfumaria e cosméticos (4%); acessórios (4%); relojoaria e joalheria (4%); entretenimento (4%); artigos esportivos (3%) e telefonia e acessórios (2%).Super rolex,replica rolex watches,super clone watches.

Entre as 1.193 empresas que mais inauguraram novas unidades nos shoppings, estão: Cololido Algodão Doce (alimentação e bebidas), The B-Burgers (alimentação e bebidas), Milky Moo (alimentação e bebidas), Fini (alimentação e bebidas), Kekala Custom Picolé (alimentação e bebidas), Yes! Cosmetics (perfumaria e cosméticos), Touti Cosmetics (perfumaria e cosméticos), Laser Fast (serviços estéticos), Youcom (vestuário) e Stop&Go (entretenimento).

Outros destaques no período foram as entradas de novas marcas como a Funlab, do Grupo Guararapes, e a Katon Restaurante, estabelecimento temático da Piticas.

“É muito positiva a evolução de marcas expandindo suas operações em shopping centers e atraídas por um ambiente em constante evolução. Somos reconhecidos como centros de conveniência e convivência, muito mais que um espaço de compras e os players enxergam o setor cada vez mais atrelado ao entretenimento e a experiência com seus produtos”, finaliza Glauco Humai, presidente da Abrasce.

O levantamento “Varejo dos shoppings: marcas em expansão” ainda constatou que, de abril a junho, o nível de vendas registrou uma alta de 38,2% em relação ao trimestre anterior.

Imagem: Shutterstock